A possibilidade de a arroba do boi gordo atingir R$ 400 até o final de 2026 tem ganhado espaço nas discussões do mercado pecuário. Embora os próximos meses ainda possam apresentar pressão sobre os preços, diversos fatores apontam para uma possível retomada da valorização no segundo semestre.
Entre junho e agosto, a expectativa é de um mercado mais cauteloso, influenciado principalmente pelo encerramento das cotas de exportação para a China. Esse cenário pode aumentar temporariamente a oferta de carne bovina no mercado interno e limitar os avanços das cotações.
Por outro lado, a partir de setembro, o setor observa fatores que podem favorecer a recuperação dos preços. A expectativa de fortalecimento do consumo interno, a menor oferta de animais terminados e a continuidade da demanda internacional aparecem entre os principais fundamentos que sustentam um cenário mais otimista para a pecuária.
No mercado externo, o Brasil segue ampliando oportunidades comerciais. O avanço de acordos internacionais e a expectativa de abertura de novos mercados podem fortalecer ainda mais as exportações brasileiras. Além disso, importantes compradores da carne bovina nacional seguem demonstrando demanda consistente pelo produto.
Outro fator acompanhado pelo setor é a redução da oferta de animais em comparação ao ano anterior, o que tende a favorecer um maior equilíbrio entre oferta e demanda nos meses finais do ano.
Com exportações aquecidas, menor disponibilidade de animais para abate e um cenário historicamente favorável no segundo semestre, cresce a expectativa de que a arroba do boi gordo possa alcançar novos patamares de valorização até o encerramento de 2026.
Fonte: Notícias Agrícolas
